Do funil ao mapa de influência: A jornada do usuário mudou – sua estratégia de marketing já está alinhada?

Se você trabalha com marketing, já percebeu: a jornada não segue mais etapas previsíveis.

O que antes era um funil linear, lógico, em que você planejava sua campanha já prevendo a sequência de comportamento do público, virou um ecossistema totalmente individual de microdecisões, sinais de intenção, conteúdos múltiplos, IA generativa e uma avalanche de estímulos.

O usuário descobre, compara, abandona, volta, pesquisa, interage e decide de forma não linear. E cada pessoa faz isso de forma individualizada. Vemos esse avanço no nosso próprio comportamento, como consumidores também.

O Google lançou um estudo que traz uma nova perspectiva para o comportamento de compra do usuário digital. Esse estudo apresenta a visão de que o usuário, dentro da jornada, pode passar por etapas que ele denominou como 4S.

  • Streaming (assistir)
  • Scrolling (navegar)
  • Search (buscar)
  • Shopping (comprar)

Esse estudo mostra que a jornada do usuário continua passando pelas etapas de atração, consideração e conversão, mas que esse percurso acontece de múltiplas formas diferentes. Cada ação pode assumir uma função distinta dentro da jornada, de acordo com o repertório, o contexto e o momento de cada indivíduo.

Confira os estudos aqui:

A contribuição prática aqui é simples: quando você entende o comportamento a partir de dados e de estratégias completas, você planeja melhor. E, quando planeja melhor, gera resultados reais. É exatamente isso que fazemos aqui na Audi Comunicação.

Por que os 4S importam para profissionais de marketing?

Estratégia é consequência de comportamento. Se o comportamento muda, a estratégia precisa evoluir na mesma velocidade.

O próprio Kotler descreve essa transição em “eras” do marketing:

  • no Marketing 3.0, ao colocar o ser humano, valores e propósito no centro;
  • no Marketing 4.0, ao integrar online e offline em uma jornada conectada;
  • no Marketing 5.0, ao incorporar dados, automação e IA para escalar estratégias centradas nas pessoas;
  • e, atualmente, o Marketing 6.0, ao considerar um consumidor ainda mais não linear, orientado por contexto, ecossistemas digitais e inteligência artificial.

Os 4S dialogam diretamente com essa evolução ao traduzir, de forma prática, como as pessoas realmente decidem hoje em um ambiente digital fragmentado, multicanal e orientado por comportamentos individualizados.

Se você não adapta sua estratégia a essa realidade, o efeito costuma aparecer em três frentes: perda de relevância (mensagem não encaixa no momento), perda de escala (canais não se conectam) e perda de eficiência (otimização local que não melhora o resultado do sistema).

A seguir, eu destrincho cada “S” com foco em oportunidades práticas para quem faz marketing.

Fonte: Google 

1. STREAMING: Onde se cria contexto e autoridade através dos vídeos 

YouTube, Instagram, TikTok, CTV, plataformas long-form e algoritmos que entregam personalização profunda.

No contexto da jornada digital, o streaming cumpre um papel estratégico fundamental ao gerar: 

  • reconhecimento de marca
  • diferenciação
  • narrativa
  • confiança
  • retenção de atenção

Profissionais de marketing que ignoram streaming perdem a chance de construir valor e influenciar a jornada desde o início.

  • Sequenciamento criativo (mensagens que se conectam, em vez de vídeos isolados)
  • Narrativas de marca conectadas à jornada (o que a pessoa precisa entender agora para avançar)
  • Construção de categoria e autoridade (prova, demonstração, explicação)
  • Segmentação contextual com apoio de IA, quando faz sentido
  • Uso de plataformas de vídeo como motor de consideração (e não só “alcance”)

2. SCROLLING: Onde você ganha (ou perde) a atenção em segundos

É a zona da disputa cultural.
É onde marcas que entendem ritmo, linguagem e comportamento viram relevantes.

Dentro da lógica do scrolling, essas são as principais funções desse comportamento para o marketing digital:

  • alcance rápido
  • impacto visual
  • descoberta
  • introdução de categoria
  • E o principal – Descoberta! Onde o foco é o alcance e a frequência.

Aqui vence quem domina criatividade + timing + entendimento de algoritmo.

Como aplicamos na Audi:

  • Criativos pensados para entrar na conversa ou iniciar uma conversa (sem depender de “truque”)
  • Testes de narrativa (variações de argumento, prova e gancho)
    Testes de formato (não só “trocar o criativo”, mas entender o que muda o comportamento)
  • Variações culturais guiadas por sinais de interesse (e não achismo)
  • Mensagens adaptadas ao momento (o que a pessoa está pronta para ouvir agora)
  • Uso de IA na segmentação e leitura de contexto quando melhora eficiência e consistência

 

3. SEARCH: Onde a intenção é explícita

Search acontece em:
Google (o maior buscador do mundo), TikTok (que tem se popularizado cada vez mais como uma ferramenta também de search), YouTube, IA generativas, voz (com alto crescimento),  multimodal, e etc.

Na prática, o Search entrega sinais claros de intenção, como:

  • intenção
  • comparação
  • dúvida
  • urgência

Quem domina Search hoje não compra tráfego, capta intenção qualificada.

Como aplicamos na Audi:

  • Search + IA 
  • Arquitetura de campanhas baseada em sinais (marca, categoria, comparação, dor)
  • Modelagem de demanda (conectar exposição e intenção ao longo do tempo)
  • Integração com conteúdo e SEO (para sustentar prova e resposta)
  • Otimização para GEO (Generative Engine Optimization) 

 

4. SHOPPING: Onde desejo e conveniência se encontram

A compra acontece onde e quando o cliente está preparado, não onde a marca acha que ele deveria estar.

Quando falamos de Shopping no marketing digital atual, estamos falando de:

  • experiência
  • conversão
  • facilidade
  • velocidade

O erro mais comum é forçar um caminho de compra que não condiz com o comportamento real: fricção demais, promessa desalinhada com a página, ou uma experiência “igual para todo mundo”, mesmo quando a intenção é diferente.

Como aplicamos na Audi:

  • Performance Max estruturada por sinais (não “uma campanha para tudo”)
  • Landing pages otimizadas por intenção (páginas que respondem a dúvidas diferentes)
  • Estratégias multicanal de conversão com coerência de mensagem
  • Dados integrados para otimização e melhor previsibilidade (sem depender só de último clique)

 

Fonte: Google 

Multicanalidade: o elemento que diferencia operações maduras de operações medianas

Não existe mais resultado consistente sem multicanalidade inteligente.

Não é sobre “estar em vários lugares”. É sobre conectar:

  • criativos
  • dados
  • sinais
  • jornadas
  • plataformas
  • funil
  • tempo

A Audi Comunicação trabalha multicanalidade como operação integrada, porque a jornada não se resolve por canal isolado. Ela se resolve por sistema.

Canais e frentes que normalmente integramos (quando fazem sentido para o diagnóstico):
Google Ads, Meta Ads, LinkedIn Ads, TikTok Ads, programática, YouTube e CTV, SEO + GEO, mídia de massa, conteúdo, CRO, dados + BI e experiências de marca.

E tudo isso guiado por: 4S + Full Funnel + Brandformance + Growth.

 

O que profissionais de marketing precisam aprender com os 4S?

  1. Não existe mais topo, meio e fundo isolados.
    Funil agora é sistema. Atração, consideração e conversão podem acontecer em momentos diferentes dentro dos 4S.
  2. Criativo e mídia andam juntos.
    Ideia sem distribuição perde força. Distribuição sem narrativa perde eficiência. O conteúdo continua sendo uma alavanca — desde que esteja conectado ao momento do usuário.
  3. Intenção é o principal ativo.
    Use dados para mapear intenções e guiar estratégia a partir delas.
  4. Marcas que não constroem contexto perdem escala.
    Streaming não é “extra”: é uma parte relevante da construção de confiança e da redução de fricção na jornada.
  5. Conversão é consequência.
    Shopping é sobre facilitar decisão, não “empurrar anúncio”. O usuário quer tomar a própria decisão, por isso, a importância de pensar em influência ao longo do caminho.
  6. Multicanalidade não é luxo, é obrigação operacional.

Como a Audi aplica tudo isso 

Para operar essa lógica, o que sustenta resultado é método.

O que costuma levar times a escolherem a Audi é a combinação de:

  • estrutura técnica com visão estratégica
  • operação full service com cultura data-driven
  • capacidade de integrar canais (mídia, criativo e dados no mesmo ecossistema)
  • especialização em brandformance, performance e growth
  • processos de experimentação contínua (aprender rápido, ajustar com critério)
  • planejamento orientado por sinais e comportamento (e não por “modelo fixo”)

Quem entende comportamento cresce. Quem integra dados, mídia e criatividade escala.

Os 4S não são “uma tendência”. São uma forma mais realista de ler a jornada de compra do consumidor atual. E marcas que não se adaptam tendem a perder eficiência e consistência ao longo do tempo.

A Audi Comunicação já opera sob essa lógica desde o lançamento do estudo, com cases validados, inclusive pelo próprio Google (confira o case aqui).
É isso que faz nossos clientes crescerem de verdade.

 

Quer estruturar uma estratégia alinhada à nova jornada do cliente e preparada para gerar crescimento com consistência?

👉 Converse com a Audi Comunicação.
Aqui, estratégia, dados e criatividade trabalham juntos.